REINAUGURAÇÃO DA PRAÇA

Pe. Aldino Aloysio Barth
Homenagem de quem dela foi menino e ancião.
A Colônia Selbach loteada, destina parte da frente da igreja para sua praça.
Do mato nativo, na variedade de vimes, troncos, pinheiros e ervas nativas e selvagens. Abria trilhos, abertos pelos transeuntes e seus animais amarradas das trações de carroças, aranhas e diligências.
Praça sempre chama ao descanso, encontro e espera, silencio e manifestação.
Praça marca namoros, churrascos e tristezas, de conflitos e risos, choros e tristezas.
Espaço para política e opiniões, dos fuxicos e fofocas.
Espaço de esportes e conflitos.
Oferece espaço para necessidades físicas e de higiene, de água, frio e calor.
Foi na praça que Jesus encontra operários para o trabalho na vinha, dos desocupados à espera de trabalho. É lugar humano e de misericórdia.
Pela praça conhecemos a vida do povo e suas queixas e alegrias, dos nascimentos e das mortes.
Em cada loteamento urbano a lei destina espaço para a praça, que alongue sua casa na sua vila.
Praça vira pracinha das crianças com balanço, brinquedo, banco e joguinho.
A praça de idosos e leitores. Aí se cultiva ideias, valores e as políticas sociais. E na frente se depara com a Igreja e a fé.
Nas praças se encontram as homenagens e os palcos romanos, gregos e mundanos.
Na praça se conhece pessoas, seus vícios e seus gênios, lugar das expressões e contradições.
Praça é palco de músicas e danças, de arte e de negócio,
Praça não fecha, nem dia e nem noite, faça seca ou chuva. Não abre e nem fecha. É universal em tudo.
Ali se encontra o guarda da praça.
Ela é um lugar tão humano, que acolhe os humanos cansados
e até Deus descansou no seu jardim ao terminar a criação.
Na praça se castigou o escravo, a escrava, o condenado e executadas às violências.
Enfim no Calvário tinha um jardim atrás do morro da cruz, onde túmulo se abre para receber o corpo mutilado de Jesus e dele irradia do novo homem sua luz.
Nas praças há flores e cores, bancos a esperar.
A praça se faz casa de todos, do morador e do peregrino.
Nela se encontram bons e maus, artistas e desalmados.
Ali alguém espera e outro encontra. Toda cidade de graça oferece sua praça ao estrangeiro sentar. Esta nobre sala, toda cidade, em seu nobre coração a abraçar
Há praças famosas pelos festejos de triunfo e gloria de jogos, de corridas e de nobres feitos sociais.
Toda praça ali mostra seu povo a sua história.
Assim, há praça dos Poderes, Praça da Coroação, Praça da liberdade, da Independência, do Trabalho e também da Bandeira da cidade, do Estado e da Pátria.
Toda praça se orgulha em receber as honras dos filhos, o fogo de seus símbolos, em seu fogo pátrio e queima seus perfumes em solenidades e inspira o canto dos seus ritmos e hinos.
Selbach, batiza sua praça aos sessenta e um anos, com o nome de “ Benno Ely ”, nome da unidade e do primeiro passo da cidade.